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Sobre o Ano Novo

06.01.21

Até quando é concebível endereçar votos de Bom Ano? Existe algum prazo que delimite temporalmente a aceitabilidade desta prática socialmente estabelecida? Será o Dia de Reis um marco temporal máximo para exprimir este desejo, ou podemos protelá-lo até à Páscoa, mesmo que por essa altura já soe a um fait divers tardio? Esta é, sem dúvida, a questão preponderante que urge esclarecer, com vista a uma uniformização social no que toca às interações circunstanciais da nossa sociedade.

Uma semana após a transposição de ano, continuo a rececionar pontualmente este tipo de declaração. Os seus autores proferem tal circunstancialismo sem terem a noção do ónus vinculativo que colocam sobre os meus ombros. Esta obrigatoriedade de ter, de facto, um bom ano, coloca a responsabilidade total na minha pessoa, deixando-me redondamente comprometido em controlar todas as variáveis possíveis para que tudo corra bem na minha vida durante 2021.

Considerando que parto para essa aventura com uma desvantagem acentuada, tendo em conta a pandemia em curso, este desejo despreocupadamente proferido por esses adeptos das frases feitas deixa-me apreensivo e numa situação precária. Estarei à altura para atingir o objetivo que me impõem?

Os meus votos de um excelente 2021 para todos! Agora desenrasquem-se.

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escarnecido às 20:49


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