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Enquanto que na época dos Descobrimentos os portugueses erguiam os seus marcos de pedra em terras exploradas, assinalando assim as suas tomadas territoriais, algumas raparigas contemporâneas praticam um ritual idêntico para demonstrar a sua vocação conquistadora em relação ao sexo oposto. Actualmente não basta atrair um indivíduo e relacionar-se com ele em privado, é necessário divulgar explicitamente tal facto, como um pré-aviso público de que ali reside uma fêmea organicamente aliciante e poderosa, alvo de pretensões masculinas amiúdes. O portfolio masculino de uma rapariga geralmente pode ser consultado através de fotografias, organizadas e arquivadas cronologicamente, e publicadas em redes sociais na Internet, abertas a comentários lisonjeiros de terceiros. Nestas peças fotográficas, na maior parte das vezes, a rapariga está a olhar para a objectiva da câmara, com uma das partes do seu desbravado corpo tocando no ingénuo descartável que está ao lado, o que demonstra a sua verdadeira preocupação em obter o melhor ângulo fotográfico. Este comportamento de divulgação é também uma garantia para o futuro, uma abertura de portas para um novo desamparado a atrair para a cilada, caso o indivíduo precedente entretanto ganhe uma inesperada lucidez psicofísica que o leve a abandonar o relacionamento.

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escarnecido às 08:00


4 reclamações

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De João a 30.07.2009 às 20:19

Muito bom! Ahahah!
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De la vie en long-métrage a 30.07.2009 às 23:21

excelente post, gostei imenso.
apesar de achar que é um pouco "pessoal" está muito bom. tal como o blog :)
abraços
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De Nasha a 30.07.2009 às 23:44

Perfeito.

Só verdades. Actualmente vejo as coisas exactamente assim tb xD

My proud :D
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De palavrasdogenero a 31.07.2009 às 02:50

Engraçado! Quis criticar, defender a posição da mulher! Uma fêmea tem exactamente o mesmo direito a explorar as suas conquistas sexuais, a publicitá-las, a exibi-las como prova de dominância genética que qualquer macho. Os homens já o fazem (muito mais descaradamente) há séculos. Milénios, até.
Infelizmente, sinto-me um pouco atacada pelo mesmo preconceito em relação às tais desavergonhadas... Especialmente se o fizerem através da fantástica ferramenta que é a internet, mais imoral porque mais público, mais frio e impessoal. Mas todos nós temos que concluir que é tão (e não mais) errado uma mulher "coisificar" um homem como um homem "coisificar" uma mulher.
Eu sou pela coisificação, desde que seja mútua e consentida. Todos têm direito a uma forma de explorar uma relação.
Tenho dito!

Já agora, grande blog!

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