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Circula um novo vírus pela Internet. Aparece frequentemente sob a forma de poemas, cujo autor se apelida de Tiago Bettencourt. O criador mune-se apenas de um teclado para digitar algumas palavras demasiado entediantes para qualquer ser humano, que depois distribui orgulhosamente no seu blog, contaminando todos que, ingenuamente, por ali passam. No entanto, há que reconhecer que se tratam de obras de habilidade engenhosa. Não me recordo de nenhum vírus do género que, apenas com escassas palavras, me neutralizasse os conectores cerebrais com tanta celeridade. Também não seria de esperar outra coisa de um aglomerado de palavras que começa logo com remessas do tipo “É aqui onde o ar respira o frio da manhã, e o corpo acorda no jardim pela janela”. Lança-nos imediatamente num distúrbio semântico que culmina na tal desconexão neurótica. Sempre me ensinaram que um texto deve ter um assunto e uma função. Fui mal habituado.

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escarnecido às 00:00


4 reclamações

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De anónimo a 12.04.2009 às 20:14

homem, porque insistes em atormentar-te...? ou será que já não consegues viver sem este tormento?... poor man
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De Pat a 20.04.2009 às 15:07

ehehehehehehehehehe a lógica é uma coisa viciante e perniciosa. Vou começar a escrever coisas do género : A sanita sentou se no homem enquanto saboreava uma doce taça de papel higiénico e lia o jornal de cerais . Poético ?
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De Pedro Pereira a 29.07.2009 às 20:37

Sou fã do Tiago Bettencourt. Apreciei a crìtica.
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De João Pereira a 21.10.2009 às 21:25

Deves ter uma obsessão por Tiago Bettencourt. Ainda gostava de conhecer os teus gostos musicais e já agora poéticos ? Quando não se gosta simplesmente ignora-se, agora quando se tem algum problema mal resolvido dá nisto...

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