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É evidente que a Selecção Nacional iniciou uma nova fase com a entrada de Carlos Queiroz, não a nível de tácticas ou esquemas de jogo mas sim a nível de metáforas. O novo seleccionador já demonstrou o seu dom natural em misturar conceitos durante as conferências de imprensa, talvez com um experiente e oculto objectivo de baralhar antecipadamente o adversário. Para quê dizer cruamente que os três pontos se ganham quando se regista uma vitória no final do jogo se parece bem mais perspicaz referir que «não existem cartões de crédito no futebol que nos permitam em antecipação adquirir os três pontos e pagar depois». Para quê dizer que é impossível ganhar todos os jogos quando a frase «o sucesso não é uma linha recta. Pela frente vêm alguns zigue-zagues» se enquadra tão melhor. Para quê dizer que a equipa não terá sempre os mesmos jogadores quando se pode dizer que «a selecção não é uma casa nem um espectáculo com lugares marcados». Portugal faz história no futebol oratório.

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escarnecido às 21:36





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