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Tiago Bettencourt decidiu voltar à ribalta e lançar uma nova tentativa musical chamada "Só mais uma volta". Neste novo registo, e ao seu bom estilo repisado, Tiago consegue a proeza de proferir 14 vezes "Só mais uma volta, só mais uma vez" numa canção de 3 minutos e 51 segundos. Infelizmente ainda não foi desta que as 20 vezes de "Fazes muito mais que o sol" foram destronadas da tabela bettencourtiana. É com tristeza que vejo Tiago receber apenas a medalha de prata em musicalidade redundante, uma das únicas modalidades onde outrora triunfou majestosamente.

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escarnecido às 17:11

Um dos hábitos humanos mais insuportáveis em locais públicos acontece quando certas pessoas fazem questão de partilhar o seu conhecimento lírico e as suas capacidades vocais acompanhando a música que naquele momento se ouve nos altifalantes do shopping. Se um profissional da área já se encarregou previamente da composição, produção e edição da peça musical em questão, não vejo qualquer necessidade de haver uma tentativa de agressão artística por parte de amadores que estão apenas de passagem.

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escarnecido às 09:49

Enquanto atravessava um momento acabrunhado da minha vida, resolvi assistir a um dos debates quinzenais do Parlamento. Após se ter verificado um intercâmbio de extenso palavreado infecundo, surgiu um clímax inesperado quando um deputado da oposição exigiu falar em defesa da sua honra pessoal porque foi utilizada uma palavra naquela sala que lhe feriu a sensibilidade humana. Esta intervenção abre, desde logo, um grave precedente que poderá vir a acentuar a frequência de querelas linguísticas no seio da Assembleia da República:

«Senhor Presidente, senhores deputados, em nome da minha bancada pretendo repugnar severamente as pausas que o Senhor Primeiro-ministro empregou durante o seu discurso. É absolutamente lamentável que um Primeiro-ministro de Portugal tenha de recorrer a interrupções de 2 segundos entre proposições para poder articular a sua dissertação. Fique sabendo, Senhor Primeiro-ministro, que este tipo de esquema oratório não é digno de um país que se diz democrático. Os portugueses não têm o direito de esperar tanto tempo para saberem como vai terminar uma frase».

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escarnecido às 20:34




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