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Circula um novo vírus pela Internet. Aparece frequentemente sob a forma de poemas, cujo autor se apelida de Tiago Bettencourt. O criador mune-se apenas de um teclado para digitar algumas palavras demasiado entediantes para qualquer ser humano, que depois distribui orgulhosamente no seu blog, contaminando todos que, ingenuamente, por ali passam. No entanto, há que reconhecer que se tratam de obras de habilidade engenhosa. Não me recordo de nenhum vírus do género que, apenas com escassas palavras, me neutralizasse os conectores cerebrais com tanta celeridade. Também não seria de esperar outra coisa de um aglomerado de palavras que começa logo com remessas do tipo “É aqui onde o ar respira o frio da manhã, e o corpo acorda no jardim pela janela”. Lança-nos imediatamente num distúrbio semântico que culmina na tal desconexão neurótica. Sempre me ensinaram que um texto deve ter um assunto e uma função. Fui mal habituado.

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escarnecido às 00:00




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