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Enquanto atravessava um momento acabrunhado da minha vida, resolvi assistir a um dos debates quinzenais do Parlamento. Após se ter verificado um intercâmbio de extenso palavreado infecundo, surgiu um clímax inesperado quando um deputado da oposição exigiu falar em defesa da sua honra pessoal porque foi utilizada uma palavra naquela sala que lhe feriu a sensibilidade humana. Esta intervenção abre, desde logo, um grave precedente que poderá vir a acentuar a frequência de querelas linguísticas no seio da Assembleia da República:

«Senhor Presidente, senhores deputados, em nome da minha bancada pretendo repugnar severamente as pausas que o Senhor Primeiro-ministro empregou durante o seu discurso. É absolutamente lamentável que um Primeiro-ministro de Portugal tenha de recorrer a interrupções de 2 segundos entre proposições para poder articular a sua dissertação. Fique sabendo, Senhor Primeiro-ministro, que este tipo de esquema oratório não é digno de um país que se diz democrático. Os portugueses não têm o direito de esperar tanto tempo para saberem como vai terminar uma frase».

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escarnecido às 20:34


1 reclamação

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De João a 09.02.2010 às 21:45

Ahahah, a oposição por vezes é um autêntico circo.
Já cá faziam falta os teus posts! ;)

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