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Trengo define-se como « totó; desajeitado; pateta; indivíduo que raramente consegue executar tarefas com determinação; idiota ingénuo ». O fenómeno social mais grave associado ao termo ocorre quando algumas espécies se começam a apelidar mutuamente de "trengos/as, trenguinhos/as", de uma forma hilariantemente divertida, tal como se fosse um dado adquirido a estupidez salvar o amanhã. Numa primeira perspectiva de análise parece que a intoxicação por feromonas provoca uma queda a pique da capacidade de adjectivação para um nível de auto-subsistência o que, consequentemente, leva a uma degradação linguística, a uma sensação falsa de originalidade cómica, apenas reparada por terceiros e não pelos próprios interlocutores. Mas há esperança para o prevalecimento da sobriedade, visto que ainda resta alguma astúcia mental nessas pessoas, astúcia essa usada apenas e somente para distinguir o masculino do feminino na construção silábica do adjectivo "trengo", nomeadamente quando o destinatário responde ao emissor, vendo-se como que obrigado a alterar o género da palavra para fazer algum sentido comunicativo a essa troca de estupidez. Isto pressupondo naturalmente um cenário de relacionamento convencional homem-mulher / trengo-trenga. Só uma bofetada valente no crânio de um deles pode porventura voltar a conectar os terminais axónicos dos neurónios, e talvez volte a haver espaço para o vocabulário sóbrio.

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escarnecido às 21:28


2 reclamações

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De Inês a 18.06.2012 às 00:51

Estou a frequentar a faculdade e vejo muitos colegas meus (do mesmo e de outros cursos) darem erros imperdoáveis tais como "fizes-te" em vez de "fizeste" e muitos outros que magoam a vista.

Eu considero-me bastante razoável na escrita e desde pequena que ouço esse termo aplicado tanto a mim como a como a muitas outras pessoas e é, quase na totalidade das vezes, aplicada com muito carinho para descrever a pessoa num momento menos sério, de trapalhice até.
Gosto que me chamem trenga e continuarei a chamar a quem não se ofende com uma palavra tão simples como esta.
Custa-me a querer que alguém tenha feito um post dedicado a este tema, ainda por cima com tão má argumentação. Mas realmente há gente para tudo.

Estou a estudar psicologia e, sinceramente, acho que devia arranjar um passatempo que ferisse menos susceptibilidades.
Um bem haja.
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De Julio a 09.05.2014 às 16:18

"Custa-me a querer..." ehehehhe. Vindo de alguém que critica quem dá erros!!!

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