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Qualquer português de nascença gosta de enunciar graus de parentesco, e quantas mais vezes os puder utilizar numa simples frase mais auto-realizado se sentirá pela vinculação social que essas expressões acarretam. É notório o regozijo que sobressai dos olhos de uma pessoa quando anuncia que no dia seguinte irá visitar a sua «madrinha», ou levar a «afilhada» à escola, ou passear com a «enteada», desde que sejam enunciados os títulos e não os nomes próprios das pessoas. A cura para esta perturbação social está em arranjar parceiro e constituir família própria, em vez de engendrar parentes cuja respectiva tarefa procriadora esteve a cargo de outrem, com o único objectivo de preencher desejos ou carências pessoais.

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escarnecido às 15:14





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